TRAJETÓRIA

Apóstolo Paulo Corrêa

   

Nascido no fundo de uma igreja na Lapa em São Paulo, capital, em 23 de dezembro de 1951, sendo o 7º filho de um total de 12. Criado com poucos recursos, na infância foi engraxate. Aos 10 anos, veio com sua família para Santos, e no Litoral Paulista, um pouco mais velho, aos 15 anos, começou a trabalhar como servente de pedreiro, auxiliando na construção de igrejas. Dentre elas é possível citar a congregação do Campo Grande.

   

Com o passar do tempo, foi estudar no Senai, onde concluiu o curso de Eletricista de Autos, porém continuava a exercer suas atividades na igreja, até que foi promovido a motorista de um pequeno caminhão Ford ano de 1968, no qual  realizava a mudança dos pastores para outras cidades quando eram transferidos. “O caminhão era muito velho, e por várias vezes, tivemos de empurrar o veículo carregado, em estrada de terra, porque ele simplesmente apagava”, conta o Apóstolo.

   

Aos 22 anos casou-se com a pastora Eliane Corrêa, que na época tinha 16 anos. Tiveram três filhos, Paulo Júnior, Pauliane e Rodrigo. Após o casamento, o pastor, atendendo a ordem do pai, o pastor João Alves Corrêa, iniciou a faculdade de Direito, em Mogi das Cruzes e terminou em Ribeirão Pires, para onde foi transferido como pastor. Por vontade, Paulo Corrêa teria sido piloto de F-1 ou engenheiro eletrônico.

   

Nos tempos de faculdade, recebia salário baixo, e tinha de pagar o curso e sustentar a família. E nunca sobrou para comprar um livro do curso. Ele teve de estudar Direito sem livros. Com todas as dificuldades encontradas, Paulo foi o primeiro da família a conquistar um diploma de nível superior.

   

Formado aos 31 anos, começou a exercer a função, e a partir daí passou a ganhar dinheiro, viajar o Brasil e adquirir patrimônios. Abriu escritório na rua Amador Bueno, no Centro de Santos, que possuía oito salas e começou a chamar outros advogados para trabalhar com ele. “Não ficava sentado esperando o cliente aparecer. Saia pelas ruas do Centro, de terno e gravata, me apresentando e distribuindo meu cartão”, esclarece Corrêa.

   

Trabalhou como advogado durante 12 anos, atuando na igreja apenas como membro. Até que em 1992, seu pai o chamou dizendo-lhe para escolher entre a vida de pastor e a de advogado. Foi aí que Paulo Corrêa recebeu o chamado de Deus, através de sonho onde falou com Jesus. Largou a advocacia e foi enviado para tomar conta da igreja de Registro, ficando por lá quatro meses. Depois do retorno a Santos, em 2 de janeiro de 1993, assumiu das mãos de seu pai a presidência da igreja Assembléia de Deus Ministério de Santos.

   

Quando herdou a administração da igreja havia 52 congregações e a obra do prédio da sede estava embargado. Paulo conseguiu que a congregação da Manoel Tourinho fosse concluída em apenas nove meses. “Tempo da gestação de uma criança”, afirma o Apóstolo. E hoje, em 2009, são 168 Assembléias de Deus Ministério de Santos espalhadas somente nos municípios de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão, sem contar as demais pelo Brasil e exterior.

 

 

 

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